O que é um Anã vermelha?
Uma anã vermelha é uma estrela pequena, fria e fraca de classe espectral M — o tipo de estrela mais comum do universo. Cerca de três em cada quatro estrelas da Via Láctea são anãs vermelhas e, ainda assim, nenhuma é visível a olho nu da Terra.
As anãs vermelhas ocupam a base da sequência principal, entre cerca de 8 % e 45 % da massa do Sol. Abaixo desse limite o núcleo nunca fica quente o bastante para fundir hidrogênio e o objeto vira uma anã marrom. Acima, a fusão funciona, mas devagar: uma anã vermelha pode ser dez mil vezes mais fraca que o Sol, irradiando quase toda a sua produção no infravermelho.
Seu verdadeiro superpoder é a paciência. Anãs vermelhas pequenas são totalmente convectivas — a estrela inteira se mistura, de modo que a cinza de hélio não se acumula num núcleo inerte e praticamente todo o hidrogênio fica disponível como combustível. Somado a um ritmo de queima avarento, isso dá vidas medidas em trilhões de anos. Toda anã vermelha já formada continua na sequência principal: o universo não é velho o bastante para que uma tenha morrido.
Nem por isso são gentis. Essa mesma convecção profunda torce campos magnéticos em nós que se rompem, produzindo explosões capazes de ofuscar brevemente a estrela inteira em raios X e de arrancar a atmosfera de qualquer planeta próximo. Como a zona habitável de uma estrela tão fraca fica bem perto, isso pesa muito: Próxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol, é uma anã vermelha explosiva com um planeta em sua zona habitável.
